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A Serração da Velha Também Existiu no Nosso Peso

por José P. Santos, em 10.11.16

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A SERRAÇÃO DA VELHA ... Ouvi ao velho Ti João Gonçalves que ainda o conheci com um moinho de água no ribeiro do Braçal e a última vez que vi o moinho já estava perdido entre silvas e em ruínas. . Ouvi dele, era eu ainda muito jovem: O uso de serrar a velha também existiu no Nosso Peso. A festa revestia-se duma forma bastante curiosa. Apresentava-se um homem munido de um cortiço, dentro metia um gato e um cão. O cortiço era bem fechado, esse homem com ele vinham mais, munidos de cacete e mocas E. traz deles o rapazio, fazendo uma enorme algazarra. Um garoto, conduzia a serra, que havia de servir para serrar o cortiço no local do suplicio, que por norma era no adro da igreja Matriz, às vezes o garoto vestia de anjo era adornado com asas e uma cabeleira de caracóis! Na mão, levava um lenço de seda onde recolhia, rebuçados nozes etc., com que o brindavam. é fácil supor o cão e o gato engalfinhando-se dentro do cortiço, fazendo um barulho infernal. Ao mesmo tempo que provocava gargalhadas, e a rapaziada ingénua, como se fosse a pobre velha que, ali estava fechada, lastimando a sua sorte. O cortejo, andava pelas ruas do Peso, até chegar ao sítio para a cerimónia final, que consistia na serração do cortiço, por entre um publico ruidoso e entusiasmado. O inocente anjo, portador da serra, é que não escapava nada bem, ao terminar a cerimónia, era despojado de todos os adornos, e perseguido de rua em rua levando pancada, que nem um tambor numa festa. FIM

O Poeta

José Batista Vaz Pereira

 

 

SERRAÇÃO DA VELHA

Esta é uma antiquíssima tradição que subsiste em muito poucas localidades Portuguesas (e em algumas também no Brasil) tem as suas origens muito provavelmente em cultos pagãos da Idade Média.

Consiste na encenação do julgamento e condenação à morte de uma velha. Podemos dizer que se trata de uma revista de tipo burlesco. Esta tradição com uma forte componente de crítica social e tem a particularidade de ser interpretada apenas por homens.

Realiza-se tradicionalmente durante a Quaresma, mais precisamente na quarta-feira de Cinzas e, à semelhança de outras tradições do Norte de Portugal como o “Enterro do Bacalhau” e a “Queima do Judas” têm provavelmente origens comuns, assentando na mudança de estação do Inverno para a Primavera, simbolizando a luta do dia e da noite, da luz e das trevas ou a morte do Inverno.

Sabe-se que no passado o ritual consistia num desfile pelas ruas em que se transportava num carro de bois um cortiço (onde supostamente a velha seria serrada) e um grande boneco simbolizando a velha. As gentes acompanhavam o cortejo e iam cantando "Serra a velha, Serra a Velha... " e pelo caminho interpretavam-se alguns quadro humorísticos.

Desnecessário será dizer que enquanto decorria a brincadeira nenhuma velha aparecia na rua e nem sequer assomava à janela. Sucedia que às vezes a velha era “gaiteira” e não se limitava a ouvir, saía à rua e respondia às diatribes dos rapazes. Aí o espetáculo ganhava outra vida mas, não raras vezes, os rapazes abandonavam o local vencidos por não terem argumentos para o discurso jocoso e às vezes picante da velha.

Noutras ocasiões, os moços deparavam-se com uma daquelas velhas bravas de que nos fala Fernão Lopes: que “barafusta, grita, atira pedras, insulta, despeja água e às vezes porcarias...”. Quando isso acontecia, era a debandada total. E iam então pregar a outra freguesia.

A "Serração da Velha" foi ao longo dos tempos sendo adulterada pelos povos e, hoje em dia, as poucas localidades que mantêm esta tradição, apresentam uma grande disparidade na forma e conteúdo deste ritual.

Há quem afirme, no entanto, que a Vestiaria tem sabido manter esta tradição muito próximo da forma como se realizava no passado, sendo por isso uma das mais genuínas do país, embora tenha deixado de ser interpretada na rua (porta a porta) como foi no passado. A Vestiaria orgulha-se de possuir atualmente uma comissão responsável por manter esta tradição e de zelar para que os textos e cantares associados a esta tradição se mantenham inalterados.

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publicado às 18:53




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