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As danças de roda na Aldeia do Peso anos 40.50.60

por José P. Santos, em 09.11.16

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AS DANÇAS DE RODA NA ALDEIA DE PESO-COVILHÃ, NAS DÉCADAS DE 40-50-60- DO SÉCULO PASSADO.

O Poeta José Batista Vaz Pereira

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AS DANÇAS DE RODA NA ALDEIA DE PESO-COVILHÃ, NAS DÉCADAS DE 40-50-60- DO SÉCULO PASSADO... No largo do chafariz das duas bicas, e ainda no largo fronteiro à Padaria do Ti Basílio Pires, aonde existia um tanque de armazenamento da águas que sobravam do chafariz . - faziam-se ali os bailes de roda, desta dança, ou são o meio ou aos pares . - Quanto a meio homens e mulheres, indistintamente, formam dando-se as mãos uma grande cadeia circular. Acto continuo a formação desta cadeia, vai para o centro um par, o primeiro que mais lesto andou; e logo irrompe uma cantiga entoada por uma voz, a que outras e outras e todas as vozes dos presentes , por fim fazem coro. Ao mesmo tempo - obedecendo todos a um ritmo da cantiga - o par de volta no centro como a saltar, e a cadeia vai rodando, rodando sempre, em contínuo movimento. Finda a cantiga separa-se o par: o homem procura, dentro do circulo, outra mulher, e a mulher imita o seu primeiro par: ,E assim sucessivamente... Ficam assim dois pares no meio. Simultaneamente, sem que os dançadores, começam a moda retira-se o primeiro par, que vai entrar na cadeia, e vem para o centro, em seu lugar um novo par escolhido. Depois, volta-se ao principio: nova cantiga etc. A grande cadeia mãos entre mãos - a roda continuamente.. A substituição do par mais antigo, faz-se sempre que a cantiga termina. " Minha mãe tem lá uma renda/ uma renda de entremeio,/ Eu não sirvo aqui de amparo/ também quero ir ao meio. ( ... ) FIM

 

ALGUMAS DAS QUADRAS QUE SE CANTAVAM NOS BAILES DE RODA ...Minha mãe tem lá uma renda/ uma renda de tresmalho,/ Se não me levam ao meio/ vou retirar-me do baile. Dão as mãos uns aos outros/ que me quero ir embora,/ Quem querr água tirada/ compre uma besta para a nora. - Eu não sirvo de parede/ também quero ir bailar,/ Se me não levam ao meio/ salto para a rua a chorar. - Quem tem cabras vende leite/ quem tem porcos tem presuntos,/ Oh! moças levem-me ao meio/ por alma de vossos defuntos. - Eu também quero bailar/ já vou estando zangado,/ Se me não levam ao meio/ vou para a serra com o gado. - Oh! moças, levem-me ao meio/ nem que seja uma vez só,/ Oh! que desgraça a minha/ ninguém de mim já tem dó. - Semeei no meu quintal/ a semente dum repolho,/ Oh! moças, levem-me ao meio/ que me está luzindo o olho. - Oh! moças, levem-me ao meio/ quero bailar um poucochinho,/ Quando não, vou-me para casa/ a comer pão e toucinho. O tocador da viola/ merece uma boa ceia,/ mandá-lo para a Coutada,/ ou metê-lo na cadeia. O tocador da viola/ é feio mas toca bem,/ Senão casar pela prenda/ formosura não a tem. - Tinhas-me tanta amizade/ foste embora sem avisar,/ Abalaste para Lisboa / cá eu fiquei sem dançar! Siga a dança, siga a dança,/ no Peso ando sozinha,/ meu amor foi para a França. Que tristeza é a minha ( ... ) FIM

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publicado às 22:09




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