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Breve História do Barco Peso / Pesinho

por José P. Santos, em 15.11.16

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NO PESO HAVIA UM BARCO QUE ESPERAVA BARQUEIROS NAS DÉCADAS DE 40-50-60- DO SÉCULO PASSADO... Cada viagem é sempre a primeira, e alguma terá de ser a derradeira. -Vão longe os anos em que as disputas para concessão do barco, que ligava a margem direita do Rio Zêzere com a esquerda ou seja (...) Peso-Pesinho. A proprietária era a Paróquia de Santa Maria Madalena, com uma comissão da Fabriqueira da Igreja Paroquial da Freguesia de Peso que era a entidade que fazia o contrato de exploração pelo período de 5 anos, renováveis. A comissão era composta: Ti Manuel Francisco dos Santos, Ti José Francisco dos Santos, Ti António Morais e Ti Joaquim ( Morára ), Homens de grande honradez e muito estimados por toda a gente....Recordo-me de ter visto o Padre José Santiago paramentado, ostentando a caldeira da água benta e o hissope ( haste de metal ) com o qual espergiu o barco ( segundo a crença popular, esta bensão tem o condão de proteger ) algum acidente.

Tendo o rio a sua influência como traço de união entre dois povos Peso-Pesinho, havia um barco de madeira, que premetia o transporte de pessoas e animais entre as duas margens. O barco era de grande dimensão, feito de madeiras de choupo,pinho, por carpinteiros especializados... Os primeiros barqueiros foram o Ti António Pereira ajudado pelo seu filho Joaquim, o Ti Zé Augusto, ajudado pelo seu filho José. O contrato era válido por cinco anos sempre renovável que durou até ao ano de 1955. Após esta data apareceu um homem da Freguesia de São Simão do Barco, que tinha casado no Peso. e sendo ele barqueiro , juntamente com o Ti José Grancho, formou-se os novos barqueiros o Ti Zé ( Cortiça ) e o Ti Zé Grancho, não sei quanto tempo durou...A travessia do rio era muito perigosa e durante as grandes cheias em que algumas vezes chegou ao chafariz do Pesinho e junto á oficina do Ti António Guilherme. Os barqueiros para manejar o barco usavam grandes varas de eucalipto afiadas nas pontas e certos , dias eram obrigados a usar remos de madeira para vencerem a força da corrente.

Havia dias já a altas horas da noite e no silêncio, se ouvia gritar da margem esquerda " Ó barqueiros.ros.ros, barqueiros ros,ros " e sempre estes Homens lá iam , para salvar os atrasados de uma noite de frio... Quando chegava o começo da primavera, eram colocadas umas frágeis tábuas a servir de ponte, apenas seguras com arames e se a chuva vazia aparição, lá iam as tábuas rio abaixo... Recorde-se que havia um barco em Alcaria, para fazer a travessia " Alcaria-Dominguiso Foi. aqui que se deu o maior desastre conhecido no Rio Zêzere, onde morreram duas jovens dos Vales, quando regressavam a casa depois do trabalho, os barqueiros de Alcaria não tendo condições ao embater o barco num troco de salgueiro, que estava submerso perderam o contrôle e o barco virou-se levando as jovens na corrente arrastadas, foram momentos de muita angústia e tristezas não só nas famílias, mas em toda a população de Peso,Pesinho e Vales, e toda a gente, numa grande dor, se meteu nas buscas para encontrar as jovens de 16 anos e assim perderam uma vida cheia de sonhos.

Uma das raparigas veio a aparecer cinco dias depois no sítio da Póvoa em frente à Coutada, mas já em território do Concelho do Fundão, a outra só passados doze dias junto à Aldeia de São Francisco de Assis presa no rio em salgueiros, Voltando ao pagamento da passagem no barco Peso-Pesinho, por cada passageiro cobrava-se 1$oo ( um escudo ) se fosse macho ou burro, cavalo 1$50 ( um escudo e cinquenta centavos ) , uma junta de bois 2$50 ( dois escudos e cinquenta centavos, mas havia uma avença anual conforme era o agregado familiar de um alqueire de milho ou nalguns casos dois alqueires, mas no caso da quinta do Penedo da Ti Rosário Carrega ( José e o António Casteleira ) pagavam três alqueires por terem juntas de bois e o rebanho de cabras e ovelhas e uma linda Égua e Cavalos. Com a ponte tudo mudou para melhor, foi terminada essa fronteira, que separou dois povos amigos, durante décadas, pela força do poder, aquando se fez uma ponte no Barco, só para servir propriedades do grande proprietário Franco Frazão , ficando esta ao serviço dos coelhos da Argemela por uma estrada serpenteada de curvas, quando havia a ponte Peso-Pesinho bem mais perto do Fundão. FIM

O Poeta

José Batista Vaz Pereira

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publicado às 12:47




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