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O Antigo Cemitério do Peso e a Pneumónica (ou peste Espanhola)

por José P. Santos, em 26.11.16

Fotos no local do Cemitério antigo

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PESO - COVILHÃ ... ERA UMA VEZ UM CEMITÉRIO ... Os enterros eram feitos na igreja e, quando o ministro Costa Cabral em 1843, saí com a sua portaria, proibindo expressamente os enterros nas igrejas, foi uma medida que não caiu bem no espírito do povo. A ira popular, exacerbada pelas secretas intrigações de alguns padres fanáticos e os adversários políticos. O povo não estava contente e apareceu A Maria da Fonte, com as pistolas na mão, para matar os Cabrais, que eram falsos à nação., a irritação serviu de tema. Nem aos fiéis concedia a santa consolação de repousar á sombra da igreja. Recorde-se que o Padre José Santiago, mandou colocar um soalho novo no topo da igreja na capela mais antiga ( a primeira à direita ) e mandou retirar toda a terra que foi escolhida de ossadas , e muitas moedas também apareceram, as ossadas foram transportadas pelo Ti Manuel Belarmino numa sua carroça puxada por um muar, para o actual cemitério. No começo do século XIX é feito o dito cemitério velho. Tinha apenas uma entrada virada para a rua na direcção da casa do Ti António Guilherme. Era um portão de ferro acima da rua um metro. Era forrada até ao meio de chapa de lata e até ao topo grade de ferro por cima tinha meia lua em ferro e no topo uma cruz e penso a data. Só as colunas do portão eram de granito os restantes muros eram de pedra xistosa ser serem caiadas ( em bruto e só com barro ). Tinha mais ou menos no meio um pequeno muro e no centro três degraus, o restante era plano e de terra batida, nada havia que identificasse as sepulturas algumas vezes a garotada ia para lá brincar, era uma tristeza ver tanto abandono, quando as silvas cobriram tudo por completo.

 

Foi-me dito mais que uma vez pelo Ti Filipe Saraiva um homem muito credível e de um grande carácter aquando em 1917, com a peste da Pneumónica ( ou peste espanhola ), foram abertas valas comuns no cemitério do Peso, e houve famílias inteiras que morreram, era só enrolá-los em lençóis e metê-los na vala ( a doença era muito transmissível ). O cemitério encheu e ficou saturado. Foi quando tiveram que resolver com urgência, fazer o actual para Peso e Vales.. Aquando da demolição do cemitério velho, foi toda a terra mexida escolhida e passada a crivo, separaram ossadas ( apareceram dezenas de moedas antigas de Reis ) e apareceu um molde em chumbo suponha-se serem os restos mortais de alguém. Foi quando apareceu o Ti Manuel Ribeirinho, feitor da casa agrícola de D. Maria do Carmo, que era do Morgado seu pai, mandaram lavar o molde compraram uma urna em madeira e lá foi metido o chumbo com os restos mortais, recorde-se, que teve funeral com bandeiras das Almas e outras, padre carreta e ainda um grande acompanhamento, a D. Maria do Carmo mandou dar às pessoas feijões, azeite e outros produtos. Dizia-se que O Fidalgo tinha sido preparado em urna especial para ir para o jazigo de Família para o cemitério que estava a ser construído, mas Havia muito atraso na feitura do cemitério e do Jazigo, pediram autorização à igreja para ficar em depósito lá, mas o pedido foi negado., separadas as ossadas, foram levadas por mulheres em caixas da sardinha para o cemitério actual. Foram demolidos os muros e apenas fizeram uma entrada para a estrada camarária, o resto do espaço foi cheio de árvores ( plátanos ), Até o Ti António Casteleira ( Carrega ) quis ajudar e mandou colocar um painel de azulejos com o Santo António. Quanto às moedas lá aparecidas foi pena não terem sido guardadas e colocadas no Museu do Peso.

 

Quanto a haver corpos incorruptos, não queiram inventar ( ... ) Num dos meus passeios pela RDP Antena 1, à Bonita Cidade de Bragança e Vinhais o Senhor Presidente da Câmara Levou-nos a mim e minha mulher a visitar um cemitério para " Aquele José Jorge ". Quando vi a legenda: Aqui Jaz José Jorge, foi sentenciado à morte em 3 de Abril de 1843 ". Eu disse-lhe então Senhor Presidente isto é intrigante este homem foi morto Há tanto tempo e tem letras pintadas de fresco e a campa tão bem cuidada. Quando ele me disse: Dizem que um amigo lhe pediu a farda ( ele era soldado ), sem dizer para quê, mais tarde apareceu uma rapariga morta e toda aquela gente começou a dizer quem a tinha morto foi o soldado José Jorge. Porque a farda tinha ficado suja de sangue. O José Jorge foi enforcado, e depois de enterrado naquele sítio. Aqui há anos queriam utilizar a campa, mas deram com o corpo em perfeito estado, tornaram a tapar. E quem lhe pinta aquelas letras tão bem feitas? É o coveiro. FIM

 

O Poeta

José Batista Vaz Pereira

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publicado às 14:44



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