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A Colheita da Azeitona

por José P. Santos, em 29.10.16

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A COLHEITA DA AZEITONA NA ALDEIA DE PESO COVILHÃ... Como se fazia a colheita nas décadas de 40-50-60, do século passado. As oliveiras eram frondosas e de grande porte. Os olivais eram uma das maiores riquezas da terra. No olival começava-se de manhã até ao anoitecer, na chegada ao olival guardava-se o farnel para a bucha. Tiravam-se as sacas e panos para estender, no solo. aonde havia de cair a azeitona. Homens e Mulheres cercavam a oliveira e, dava-se inicio aquele movimento de ripar com as mãos a azeitona ou ainda com uma vara a azeitona era apanhada e metida em pequenos sacos, depois de limpar de folhas. A colheita da azeitona era uma tarefa cheia de significado. Existiam grupos ( ranchos ) que se juntavam ao som de búzios era o cunho e uma originalidade do Peso. Iniciava-se esta tarefa no verão de são Martinho, que se prolongava de Novembro a começo de Janeiro. O trabalho era leve, desde que as condições climatéricas o permitissem, trabalhavam e cantavam " Azeitona já está preta/ JÁ Se pode armar aos tordos,/ diz-me lá ó cara linda/ como vamos de amores novos..Colhida a azeitona era levada para o lagar em carros de bois, os lagares eram de varas constituidos por uma mó principal e movida pela água do ribeiro, no exterior havia homens para descarregar e levar a azeitona E começava o processo lavagem, moagem e a azeitona ficava numa massa pastosa, que passava na batedeira para o controlo da temperatura. É encerada e prensada, classificada quanto ao grau de acidez. No desfiar dos anos tudo se repetia: Os ritos, tarefas, risos e confraternização nascidas num tempo que não se apaga da memória.(... ) Continua a seguir.

 

Aqui vai este este raminho/ de flores lindas em botão,/ não vai muito à minha vontade/ é como merece o patrão... Assisti na última colheita de azeitona em casa do meu pai, eram todos como família O Ti António Vaz, o Ti Joaquim ( Morára ) e a sua filha Ana, o Ti António Pereira e a sua filha Margarida, Ti PatrocÍna Alves, e mais seis pessoas, meu pai o Ti Zé Vaz, ofereceu uma ceia, composta de Caldo Verde, Bacalhau com batatas e couves , bem regadas , com o azeite novo, papas de carolo, filhoses e ainda outras aguarias que minha mãe a Ti Ana Batista só ela sabia fazer, tudo isto acompanhado com o bom pão caseiro e vinho. .Acabada a refeição, fez-se uma pequena festa familiar (... ) cantámos " varejar, varejadores/ apanhai, apanhaideiras,/ apanhai bolinhas de oiro/ que caeem das oliveiras.! . FIM

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